O CANCIONEIRO by Midu Gorini

      Sou brasileiro cancioneiro lá do interior do Paraná, com muito orgulho e estória pra contá.
      Hoje dos amigos eu vou falá, certa vez Jesus aquele que pregou o Amor e morreu na Cruz, vinha pela estrada mortinho de fome, sequinho de sede quando viu um canavial com verde cana caiada.
      Abrigou-se entre suas folhas, saciou sua sede e fome, refrescou-se do calor livre do solão, abençoou com sua mão, as canas! E depois partiu rumo ao céu.
      Porém o diabo, aquele chifrudo malvado, no outro dia, invejoso pegou a mesma estrada e viu a mesma cana caiada. Abrigou-se entre suas folhas, saciou sua sede e fome, refrescou-se do calor livre do solão, amaldiçoou com sua mão, as canas! E depois partiu rumo ao inferno.
      É por isso que a cana dá o açúcar, por causa da Benção do Nosso Senhor e a cachaça, por causa da maldição do diabo. E não é que andando pela estrada da vida eu encontrei um limoeiro e como todo bom brasileiro misturei açúcar, limão e cachaça.
      É como dizia Don Juan: Mais vale um peito na mão do que dois no sutiã, a primeira caipirinha de limão a gente nunca se esquece. Sou brasileiro cancioneiro lá do interior do Paraná, Caipira do mato sim senhor com muito orgulho e estória pra contá.

Copyright © 2010 Midu Gorini. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

      Sou brasileiro cancioneiro lá do interior do Paraná, com muito orgulho e estória pra contá.
      Hoje dos amigos eu vou falá, certa vez Jesus aquele que pregou o Amor e morreu na Cruz, vinha pela estrada mortinho de fome, sequinho de sede quando viu um canavial com verde cana caiada.
      Abrigou-se entre suas folhas, saciou sua sede e fome, refrescou-se do calor livre do solão, abençoou com sua mão, as canas! E depois partiu rumo ao céu.
      Porém o diabo, aquele chifrudo malvado, no outro dia, invejoso pegou a mesma estrada e viu a mesma cana caiada. Abrigou-se entre suas folhas, saciou sua sede e fome, refrescou-se do calor livre do solão, amaldiçoou com sua mão, as canas! E depois partiu rumo ao inferno.
      É por isso que a cana dá o açúcar, por causa da Benção do Nosso Senhor e a cachaça, por causa da maldição do diabo. E não é que andando pela estrada da vida eu encontrei um limoeiro e como todo bom brasileiro misturei açúcar, limão e cachaça.
      É como dizia Don Juan: Mais vale um peito na mão do que dois no sutiã, a primeira caipirinha de limão a gente nunca se esquece. Sou brasileiro cancioneiro lá do interior do Paraná, Caipira do mato sim senhor com muito orgulho e estória pra contá.

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